O AEIOU da vida - ser Único



Único 

Isaac Newton foi um caso único! Tanto mais que o dente mais caro do mundo, foi dele próprio: um dos dentes de Newton foi vendido em 1816 na cidade de Londres por USD$3.633,00. Hoje, o valor pago na época valeria USD$35.700 dólares, ou R$ 178.000,00. 


Por falar em único, no mundo existem apenas seis assinaturas do famoso escritor William Shakespeare, isso torna-as extremamente raras e valiosas. Cada uma vale algo em torno de 3 milhões de dólares.


Drummond de Andrade estava certo quando disse que somos "um estranho ímpar". 


Todavia, esse “ímpar” tende a esmorecer e esbater-se porque apesar de nascermos com uma marca única na ponta dos dedos, passamos a vida a imitar, duplicar, repetir pensamentos e procedimentos. Nascemos originais e morremos cópias. 


“Lembra-se de quem você era antes de o mundo te dizer quem você deveria ser?”, lembrou-nos Charles Bukowski. O facto é que se não lutarmos por quem realmente somos, o mundo à nossa volta vai dizer-nos quem ele quer que nós sejamos. 


"Não me pergunte quem sou, e não me diga para permanecer o mesmo”, disse Michel Foucault. “Prefiro ser uma metamorfose ambulante”, cantava Raúl Seixas. 


Falando de identidade, segundo Foucault, a identidade não é algo natural ou fixo. Ela é resultado de discursos, práticas sociais e relações de poder. Você não nasceu com uma identidade; ela é-nos atribuída, regulada e nomeada — por escolas, religiões, instituições, afetos e traumas. O que acontece quando você começa a desconfiar do nome que carrega?


Termino esta série do AEIOU da vida, com uma provocação: não queira ser um “alguém nº2”, seja o “nº1 de você mesmo”.


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