Quando a vontade de arriscar é mais forte que o medo. No dia 1º de novembro de 1512, os andaimes finalmente foram desmontados.

 


Nesta data na história (1º de novembro), uma das maiores obras-primas do mundo foi revelada por um artista que nunca quis o trabalho.


Michelangelo considerava-se um escultor, não um pintor. Quando o Papa Júlio II lhe encomendou a pintura do teto da Capela Sistina, hesitou. Ele até suspeitava que seus rivais, especialmente o arquiteto Donato Bramante, haviam pressionado o Papa para dar-lhe a encomenda, esperando que ele fracassasse espetacularmente.


Apesar de sua inexperiência com afrescos em grande escala, a insistência do Papa prevaleceu e Michelangelo começou o trabalho árduo em 1508. Por mais de quatro anos, trabalhou de pé e alcançando acima da cabeça, em andaimes especialmente construídos e não deitado de costas como sugere o mito. Ele transformou um plano simples numa narrativa épica bíblica.


No Dia de Todos os Santos, 1º de novembro de 1512, os andaimes finalmente foram desmontados. O Papa Júlio II realizou uma cerimônia, e o teto foi exibido ao público pela primeira vez. O impacto foi imediato e profundo. Aqueles que o viram ficaram tomados por um sentimento de admiração que ecoa pelos séculos.


O tecto da Capela Sistina, especialmente sua imagem central ‘A Criação de Adão’, permanece uma das realizações mais admiradas na história da arte, um testemunho do talento dado por Deus e da perseverança. 

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