Há vida para além da depressão?
Após a desastrosa estreia de sua Primeira Sinfonia em 1897, Sergei Rachmaninoff sofreu um colapso psicológico e depressão que o impediram de compor por três anos.
Em 1899, ele deveria apresentar o Segundo Concerto para Piano em Londres, que ainda não havia composto, mas, em vez disso, fez uma estreia bem-sucedida como maestro, prometendo reaparecer no ano seguinte com uma obra mais recente e melhor...
Após um encontro frustrado com Leo Tolstói, cujo objetivo era superar seu bloqueio criativo, seus familiares decidiram apresentar Rachmaninoff ao neurologista Nikolai Dahl, a quem ele visitou diariamente de Janeiro a Abril de 1900.
Depois da terapia e ultrapassada a depressão, Rachmaninoff compôs o Concerto para Piano nº 2 em Dó menor, Op. 18, um concerto para piano e orquestra composto entre junho de 1900 e abril de 1901. Rachmaninoff dedicou o concerto a Dahl por tê-lo tratado com sucesso, restaurando sua saúde e confiança na composição.
O concerto completo foi apresentado pela primeira vez em 9 de novembro de 1901, em Moscovo, com o compositor como solista e seu primo Alexander Siloti na regência. A estreia foi um triunfo e consolidou a reputação de Rachmaninoff como um compositor magistral.
O Concerto para Piano nº 2 em Dó menor, é uma de suas peças mais populares até hoje, provando que a depressão não é um túnel escuro sem saída, mas antes um vale de sombra que pode ser atravessado e deixado para trás, para dar lugar a uma vida de criatividade, imaginação e realização.
Veja, neste link, um andamento desse concerto dirigido pelo magistral maestro Herbert von Karajan.
https://youtu.be/t2-bCp6K67k?si=BoHlygbRPLemZ_w_
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